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O Nome do ETERNO

 

Verso áureo: "E não há salvação em nenhum outro, porque debaixo dos céus nenhum outro NOME nos foi dado, pelo qual importa que sejamos salvos". Atos 4:12

INTRODUÇÃO: O que é um nome?

Um nome é um conjunto de sons, ou fonemas, os quais pronunciamos. Estes sons, ou fonemas podem ser representados graficamente por diferentes caracteres, dependendo do idioma em que os representemos, desde que tais sons ou fonemas não sofram alteração de um idioma para outro. O processo de transpor som a som de um idioma para outro chama-se transliteração. Como nomes próprios não possuem tradução, o correto a se fazer é transliterá-los, e não traduzi-los.

Assim, jamais devemos buscar uma tradução para o Nome do Messias, e nem mesmo supostos "nomes correspondentes" em outros idiomas. A única atitude correta é transliterá-lo, de modo a que se possa saber sua pronúncia original.

 

Palavra em inglês

Tradução

Transliteração

House

Casa

Ráuse

 

1. O Nome do Messias é único para a salvação.

O Verso áureo nos ensina: "E não há salvação em nenhum outro, porque debaixo dos céus nenhum outro nome nos foi dado, pelo qual importa que sejamos salvos". Nenhum outro nome significa exatamente o que as palavras dizem: "Nenhum outro nome". Portanto vemos que o Nome do Messias para a nossa salvação é único, e de extrema relevância que o conheçamos e creiamos, porque somente neste Nome há salvação, porquanto este único Nome identifica o Messias com exatidão. É muito claro que, sendo a identificação única do verdadeiro Messias o seu Nome, nenhum outro nome o poderia identificar corretamente, e como não há salvação em nenhum outro, torna-se impossível a salvação de quem não o identificar corretamente pelo seu único Nome.

Yaohukhánam 1:12 nos diz: "Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos do Altíssimo, a saber: aos que crêem no seu Nome". Este verso da Preciosa Mensagem de Yaohukhánan (corrompido como 'João') nos ensina que aqueles que O receberam lhes foi dado o poder de serem feitos filhos do Criador, e diz mais: o verso especifica quem são estes que são feitos filhos do Criador. São aqueles que crêem no Seu Nome. Crer no único e verdadeiro Nome do Messias é crer nEle, pois o Seu Nome é a única e exata identificação de sua Pessoa.

Yaohukhánan 3:18 nos fala: "Quem crê não é julgado; quem, porém, não crê, já está julgado, porquanto não crê no Nome do Unigênito Filho do Altíssimo Criador". Aqui, do mesmo modo, vemos que não crer no único e verdadeiro Nome do Messias é o mesmo que não crer nEle, em Sua Pessoa, porque o Seu Nome é a única forma de O identificarmos entre muitos falsos messias e impostores. Há um único salvador da humanidade, e este único salvador possui um Nome que O identifica. Outros nomes identificam outras pessoas ou outros espíritos, mas não o verdadeiro Messias.

Provérbios 30:4 nos faz algumas perguntas para as quais devemos ter respostas. Certamente as Escrituras não nos fariam perguntas para apenas deixarmos de lado e não nos tornássemos aptos a respondê-las. As perguntas feitas neste verso são extremamente importantes para a questão que estamos tratando, e demonstram com clareza a importância e prioridade que o assunto possui.

Vejamos: "Quem subiu aos céus e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu Nome, e qual é o Nome de Seu Filho, se é que o sabes?". Este verso escritural é talvez o maior desafio a que identifiquemos, não somente o Messias por seu Nome, mas também ao Criador Pai, igualmente por Seu Nome.

2. Bem, agora são dois Nomes que precisamos conhecer...

Existe uma íntima relação, como não poderia deixar de ser, entre o Nome do Criador Pai e o Nome do Seu Filho, o Messias. O Nome do Criador Pai (ABI) faz parte do Nome do Filho, o Messias. Assim, é melhor começarmos pelo Nome do Criador para em seguida chegarmos ao Nome do Filho, o Messias. Senão vejamos:

Yaohukhánan 17:11 nos ensina: "Pai Santo, guarda-os em Teu Nome que Me deste...". O Nome do Criador foi dado ao Messias como parte integrante do Nome do Messias. Este é um sinal de filiação e de vínculo familiar. O Filho recebe em Seu Nome o próprio Nome do Criador Pai.

3. Então falemos primeiramente sobre o Nome do Criador Pai (Abi).

A primeira ocorrência escritural do Nome do Criador Pai está no capítulo 2 de Bereshiyt (Gênesis). Este preciosissimo, maravilhoso e soberano Nome é representado por quatro letras consoantes hebraicas chamadas YOD (y), HÊ (h), VAV (w) e HÊ (h) = y h w h, embora escritas da direita para a esquerda, como é a escrita hebraica. Tente localizar na figura abaixo o Nome do Criador, em sua primeira ocorrência no capítulo 2 verso 4 de Bereshiyt (Gênesis):


Ocorrência #1 do Nome Pessoal do Criador - Gênesis/Bereshit 2:4

Esta é a história dos céus e da terra na criação, no dia em que fez, YAOHUH Ul, terra e céus.

Aqui, pela primeira vez, o Criador é mencionado nominalmente nas escrituras. Antes desse verso, somente o título ULHIM foi utilizado. A partir de 2:4 o Criador passa a ser mencionado pelo Seu Nome. Em todo o Antigo Testamento, o Tanakh, o Nome do Criador aparece quase 7000 vezes. Se você não conhece hebraico, certamente ficará difícil reconhecer numa frase onde se encontra o Nome do Criador. Afinal, você só sabe até agora que este maravilhoso Nome é composto de quatro letras consoantes, e é denominado Tetragrama. Contudo, você já pode tentar localizar este precioso Nome na frase, já sabendo que a leitura é da direita para a esquerda, e que a segunda letra é igual à quarta. Tente localizá-lo!!!

Bem, se você não conseguiu, não tem importância, porque talvez este seja seu primeiro contato com o idioma hebraico, que é o idioma original das Escrituras Sagradas. Por isso, atente para a figura abaixo para poder reconhecer este precioso Nome com mais facilidade.

TETRAGRAMA

A primeira letra (na direita) parece um apóstrofe, mas é a letra YOD, que corresponde à letra "Y" em nosso alfabeto ocidental. Ela tem o som de "I". A segunda e a quarta letras são iguais, e se chamam HÊ (se pronuncia RÊ). Esta letra corresponde ao "H" ocidental; quando no meio de uma palavra é gutural, ou seja, é pronunciada com a garganta, tendo assim um som de duplo R, como na palavra "carro", ou como na palavra "house" em inglês. No final da palavra esta letra não tem som e é considerada como a letra "H" ocidental sem nenhum som. A terceira letra chama-se VAV. Esta letra, em hebraico, pode ter som de "V", de "O" ou de "U", dependendo da palavra em que se encontra. No Nome do Criador, e também do Messias, como falaremos adiante, esta letra tem o som de "U".

Assim até agora, temos YHUH, mas ainda não chegamos ao Nome do Criador, só estamos chegando perto.

4. Por que?

Porque no idioma hebraico não há vogais, mas somente consoantes. Na escrita hebraica somente consoantes são escritas, e as vogais das palavras são inseridas na hora da leitura de cada palavra. Como a escrita hebraica não registrava nenhuma vogal, mas apenas as consoantes, algumas pessoas temeram que o idioma, depois de muitos anos, pudesse perder suas pronúncias originais, devido à ausência das vogais na escrita. Por isso, reuniu-se um grupo de pessoas que foram denominadas "massoretas", os quais criaram uma série de sinais gráficos para representar as vogais inexistentes na escrita original. Estes sinais passaram então a ser chamados de "sinais massoréticos", embora não façam parte da escrita original hebraica. Nos manuscritos mais antigos, ninguém encontrará sinais massoréticos, mas apenas nos documentos e escrituras mais recentes.

Acima nós já vimos que a letra VAV pode ter som de "V", de "O" ou de "U". A ausência de um sinal massorético nesta letra indicará que ela deve ter som de "V" mesmo. Há dois sinais massoréticos para indicar os sons de "O" e de "U". Isso veremos adiante ao apresentarmos o Nome do Criador com os sinais massoréticos corretos para a sua pronúncia.

TETRAGRAMA COM MASSORÉTICOS

Na figura acima vemos as mesmas quatro letras da figura anterior, porém com dois sinais massoréticos para indicar a pronúncia correta. O primeiro massorético que percebemos, que tem a forma de um pequeno "T", chama-se "qametz qaton", e seu som é de "AO". Na realidade ele corresponde ao som de duas vogais juntas em português. O outro sinal massorético que observamos é um pontinho que fica na linha média do VAV. Esse massorético chama-se "shureq", e é ele que determina que o VAV deve ser pronunciado como "U". Então agora temos: o "Y" que corresponde ao YOD, o "AO" que corresponde ao "qametz qaton", já formando a primeira sílaba "YAO". Temos o HÊ que possui som de duplo R no meio da palavra, e que é transliterado como "H" para o alfabeto ocidental. Este HÊ, seguido do VAV com "shureq" faz "HU" que deve ser pronunciado "RU", como na palavra RUA. Juntando a primeira sílaba com a segunda, ficamos com YAOHU, e não esquecendo o H final que não tem som ficaria completo assim: YAOHUH. A pronúncia correta para este preciosissimo Nome é YAOHUH (leia como se estivesse escrito assim: IAORRÜ). Atente para a tônica na sílaba final...

Assim, a transliteração literal do Nome do Criador Pai é YAOHUH, enquanto a transliteração fonética desse maravilhoso Nome é IAORRÚ. Sempre que houver necessidade de nos referirmos ao Criador Pai em nossos textos, seu Nome será representado desta forma: YAOHUH (IAORRÚ), com a transliteração literal seguida pela transliteração fonética entre parêntesis. Note que o "H" final da transliteração literal não é necessário na transliteração fonética em português, uma vez que ele não possui som a ser pronunciado.

A importância de identificação com relação ao Messias não é em nada diferente da necessidade que temos de identificar o Criador, o Pai, o que por semelhante modo o fazemos, por meio do Seu Nome. Esta importância está muito bem definida escrituralmente e podemos observar que isso partiu do próprio Criador. O Criador mesmo nos passou escrituralmente tal importância, e que muito bem podemos perceber no texto escritural que se segue. O termo ULHIM (Corrompido para Elohim - que também pode ser usado no singular UL) significa originalmente em hebraico "O Ser Soberano Criador". Como ao longo destes estudos poderemos compreender que é incorreto o uso do termo "o Eterno", fica aqui a explicação para a utilização do título original quando citando algum texto escritural. Vejamos:

5. Êxodo 3:15 nos ensina: "Disse ainda UL a Mehushua (corrompido como 'Moisés'): Assim dirás aos filhos de Yaoshorul: YAOHUH (IAORRÚ), o UL de vossos pais, o UL de Abruham, o UL de Yaohutzkaq, o UL de Yaohukáf, me enviou a vós outros; este é o meu Nome eternamente, e assim serei lembrado de geração a geração".


Não é difícil percebermos o quão sérias são as palavras do Criador ao se apresentar nominalmente a Mehushua (corrompido como 'Moisés'). Ele não só afirmou que o seu Nome é eterno, como também determinou que assim seria lembrado de geração a geração. Não somente para aquela geração, mas para todas as futuras gerações, eternamente. Note que a oitava palavra desse texto hebraico original (da direita para a esquerda) é, explicitamente, o Nome do Criador, o qual simplesmente desapareceu nas traduções das Escrituras.

Veja como está em nossas traduções: E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O Messias, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, me enviou a vós; este é o meu nome eternamente, e este é o meu memorial de geração em geração.

Aqui devemos parar um pouco para meditar e compreender fatos de grande importância quanto ao assunto. Se lermos as escrituras desde o verso 13, anterior a este acima citado, veremos que Mehushua (corrompido como 'Moisés') foi quem perguntou ao Criador sobre o seu Nome. Seria esta uma pergunta relevante, ou seria algo sem importância? Ora, o Criador não responde a perguntas tolas e que não sejam relevantes, uma vez que tudo o que Ele faz, o faz com exatidão e com um propósito muito bem definido e sábio. Só o fato do Criador ter respondido à pergunta de Mehushua, respondendo inclusive de uma forma bem completa e objetiva, já nos mostra que o assunto é muito relevante, tendo nele incluída a determinação do próprio Criador acerca de como ele deveria ser lembrado de geração a geração. Aqui não houve algo como "me chamem como quiserem", ou "como me chamarem estará bom", ou ainda "do modo como me chamarem eu aceitarei e ouvirei". O que houve aqui foi uma clara e simples revelação do Nome do Criador, acompanhada de uma séria determinação acerca de como nos referirmos a ele, eternamente. Não uma "sugestão", nem uma "possibilidade entre muitas", mas apenas uma clara determinação objetiva e sem margem a desvios de interpretação.

A figura abaixo mostra o Nome YAOHUH (IAORRÚ) em caracteres hebraicos modernos, com os respectivos sinais massoréticos de modo a representar a correta pronúncia do Nome do Criador:

Até aqui vimos como é importante identificar o Messias adequadamente pelo Seu Nome. sabemos também que o Nome do Criador está contido no Nome do Messias [João/Yaohukhánan 17:11-12], e como tal, precisamos igualmente identificar o Criador pelo Seu Nome. Aprendemos a escrita e a pronúncia do Nome do Criador, e o mais importante, vimos que o Criador determinou que Ele fosse lembrado pelo Seu Nome, eternamente, de geração a geração.

6. Corrupções acerca do Nome do Criador

Alguns pontos são de extrema importância quanto ao cuidado que devemos ter para não cairmos em enganos ou sermos levados por falsas teorias acerca do Nome do Criador, uma vez que há muita corrupção envolvida nesse assunto. Existe muita falta de conhecimento sobre o assunto, de modo geral, do mesmo modo que existe muita ação voluntária e involuntária para ocultar a verdade sobre o Nome. Há os que, não tendo conhecimento, fazem suposições e as divulgam como se verdadeiras fossem. Há também os que pensam alcançar a verdade por meio de lógicas humanas e deduções pouco fundamentadas. Aqui nós procuramos mostrar alguns destes pontos, de modo que o leitor possa conhecer, fundamentar-se e concluir de forma sólida acerca do assunto.

A. Primeiro ponto - O comportamento judaico em relação ao Nome.

Muitas conversas já foram ouvidas acerca da pronúncia do Nome ter sido totalmente esquecida, a ponto de ninguém mais a conhecer nos dias atuais. Para estes que assim pensam e falam, é certo mesmo que o Nome do Criador seja completamente desconhecido. Como eles não conhecem, eles generalizam, afirmando que ninguém conhece. Esta afirmativa é, em primeiro lugar, uma séria acusação contra o próprio Criador, chamando-o de mentiroso, pois o próprio Criador afirmou: "Assim serei lembrado de geração a geração". Como o Criador não mente nunca, é certo que Seu Nome não foi esquecido, como é certo que de geração a geração Ele é lembrado...

Existem, sim, duas situações que influenciaram muito o comportamento judaico em relação ao Nome do Criador. A primeira delas é o aspecto legal no qual deveria ser apedrejado aquele que pronunciasse o Nome do Criador, YAOHUH (IAORRÚ), desrespeitosamente ou com blasfêmia (confirmado nas Dez Palavras – Êxo 20:7). Este aspecto legal judaico certamente os levou a um temor muito grande, e a nem sequer pronunciarem mais o Nome, uma vez que as interpretações de suas palavras poderiam facilmente conduzi-los à morte por apedrejamento. A segunda situação que os yaohudim (judaicos) enfrentaram foi o desejo de ocultar o Nome do Criador para que os de outras nações (estrangeiros), não O conhecendo, não fossem capazes de blasfemar do Nome. O que é fato, contudo, é que nos dias atuais existem muitos yaohudim (judaicos) que não sendo muito fiéis à sua própria religião e tradição, realmente não conhecem o Nome do Criador, enquanto outros, mais tradicionais em sua religião, conhecem perfeitamente bem o Nome, embora não o divulguem.

Note que não estamos aqui, de forma alguma, atribuindo qualquer espécie de culpa ao povo judaico, uma vez que ser zeloso do Nome do Criador é uma qualidade louvável, e além disso, quem realmente considerar o Nome do Criador com verdadeira adoração e honra, com determinação de conhecê-lo, irá conhecê-lo, independente de qualquer ocultação. Nossa intenção aqui é explicar os fatos, e não julgá-los.

Destas duas situações surgiram várias artimanhas que acabaram por provocar versões falsas do Nome do Criador, embora tenham se tornado muito populares. Vejamos:

B. Segundo ponto - O uso errado dos massoréticos.

Duas principais artimanhas foram utilizadas para evitar que o Nome do Criador fosse pronunciado durante a leitura de textos das Sagradas Escrituras. Uma delas foi a transposição dos massoréticos da palavra "adonay" para as consoantes do Tetragrama. Fazendo isso, eles estariam lembrando ao leitor que em lugar de pronunciar o Nome ele deveria pronunciar "adonay", e não o Nome. Outra artimanha semelhante foi usada com a expressão "ha-shem", que no hebraico moderno significa "o nome". Transpuseram os massoréticos da expressão "ha-shem" para as consoantes do Tetragrama, de modo a que o leitor dissesse "ha-shem", em vez de pronunciar o próprio Nome do Criador. Ao transpor os massoréticos da palavra "adonay", qualquer um que não conhecesse o Nome do Criador pensaria que o Nome era "yehovah" (popularmente chamado hoje de "Jeová"). Essa é a leitura resultante das consoantes do Tetragrama com os massoréticos da palavra "adonay". Os próprios jeovistas rconhecem isto...

FORMAÇÃO CONCATENADA DOS
FALSOS NOMES YEHOVAH E YAHWEH
A PARTIR DOS MASSORÉTICOS DE
ADONAY E HA-SHEM

Do mesmo modo, ao transpor os massoréticos da expressão "ha-shem", qualquer um que não conhecesse o Nome do Criador pensaria que o Nome era "yahweh" (popularmente chamado de Javé). Essa é a leitura resultante das consoantes do Tetragrama com os massoréticos da expressão "ha-shem". É importante notar também que ao transpor o massorético chamado "shevau-patakh", formado por um tracinho horizontal e dois pontos na vertical, presente na palavra "adonay", somente os dois pontos foram transpostos, sem o tracinho. Isso se deve ao fato de que o "shevau-patakh" só é usado sob consoantes guturais. Como o YOD do Nome do Criador não é consoante gutural, somente o "shevau simples" poderia ser usado, de acordo com a ortografia do hebraico. Fica evidenciado que a preocupação deles com a ortografia foi maior do que o cuidado deles para com o Nome do Criador. E, como isto vem desde tempos imoemoráveis, muitos escritos estão nestas formas e assim, cada um defende a “sua tese” quanto ao Nome, conforme este ou aquele documento “arqueológico”...

Com estes artifícios eles ocultaram a pronúncia correta dos olhos de leitores "indesejados", ao mesmo tempo que se preservavam de pronunciar, eles mesmos, o Nome. É muito bom esclarecermos aqui que o Criador YAOHUH (IAORRÚ) jamais proibiu que seu Nome fosse pronunciado, desde que com todo o respeito e seriedade. O Criador nos revelou o seu Nome para que conhecêssemos e o invocássemos, mas não para que o ocultássemos. Como já estudamos, o Nome do Criador é fundamental para sua identificação, e igualmente fundamental para nossa invocação, porque precisamos deixar claro com quem estamos falando, a quem estamos cultuando, a quem estamos nos dirigindo, a quem estamos pedindo, etc.

7. Seguindo as pistas

Se considerarmos que os yaohudim (judaicos), que não conhecem o Nome, não nos podem informá-lo, e que, os que conhecem não nos informam, além do fato de que praticamente todas as ocorrências do Nome nas Sagradas Escrituras Hebraicas receberam sinais massoréticos errados, a primeira conclusão, embora errada, seria de que não temos mais como saber a pronúncia correta do Nome. Contudo, conforme disse, isso seria uma conclusão errada. Há outras formas simples de chegarmos à pronúncia do Nome, sem que precisemos ler o próprio Nome ou ouvir sua pronúncia da boca de algum yaohudim (judaico). É suficiente seguirmos as pistas que nos levam até a verdade. Que pistas são essas?

A. pista 1 - O Nome do Criador é parte do nome de profetas

Sempre foi uma prática judaica colocar nas pessoas deste povo nomes compostos com o Nome do Criador. No seu culto e adoração ao verdadeiro Criador que escolheu esta nação entre todas as nações da terra para ser um povo exclusivo de sua propriedade, os yaohudim (judaicos) colocavam, em seus filhos, nomes que representavam louvores ao Criador, esperança no Criador ou até mesmo súplicas ao Criador. Esses nomes tinham, cada um, seu próprio significado, sendo todos eles compostos pelo próprio Nome do Criador, e mais alguma palavra para representar um louvor, esperança, súplica, etc., podendo até mesmo representar, profeticamente (sob inspiração), uma missão ou obra à qual o Criador já tivesse destinado tal pessoa.

Na figura abaixo vemos a primeira parte do verso 1 capítulo 1 do livro do profeta que ficou conhecido por um nome corrompido, qual seja: Jeremias, embora a pronúncia original de seu nome nunca tenha sido esta. Neste mesmo verso vemos também o nome do pai do profeta, o qual também é sufixado pelo Nome do Criador. Em ambos os nomes, tanto do profeta como de seu pai, a presença do Nome do Criador é inequívoca, apontando com clareza a pronúncia IAORRÚ (segundo a transliteração fonética). O nome deste profeta, em hebraico, tem o significado de "Exaltado é YAOHUH (IAORRÚ)". Note que nos nomes dos profetas o último HÊ (H) do Nome do Criador não aparece, pois ele não possui som no final da palavra. Na transliteração literal (transposição letra a letra, em vez de som a som) o Nome do Criador é representado como YAOHUH, onde aparecem tanto as quatro letras do Nome do Criador, como as vogais